sábado, 3 de agosto de 2013
puras
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
amanhã
amanhã voltas-me. agora fecho os olhos. nesta
caixa que já embalo és tu que entras. à volta os meus braços num
laço. onde adormeces. e os teus sonhos fazem de muitas cores o papel que
lhe adorna o jeito. no meu peito. hoje deixo-te no sono que o corpo te
pede. no meu. e amanhã dar-te-ei o dia a beber. pelos meus lábios. assim
que a mim regressares. ainda que a madrugada durma.
não digas nada
não digas nada. deixa que o dia escreva as palavras e que a tua boca ainda pequena se acomode ao sabor das que lhe planta no apetite de as fazer soar onde os ouvidos se encostem.
terça-feira, 30 de julho de 2013
ainda é cedo
ainda é cedo. e em ti respiram as tardes amarguradas de esperas. desencontros onde te prendes. mirrado de toda a seiva que outrora te corria nessa vontade selvagem. de te fazeres onde nada se sabia. e tudo desbravavas.
(há urnas alinhadas nestas ruas onde jazem os vivos. despidos de toda a esperança. no ar a despedida faz-se de silêncios. ao longe a gargalhada dos que loucos, restam. as flores já não murcham. mortas que são. o tempo acabou.)
pudera eu dizer-te que ainda é cedo!
nomes
põe os pés no vagar das linhas. escolhe a cor se lhes souberes o nome. há uma razão na superfície das palavras que sopra a voz com que as dizes. e a ternura cresce se nela está semeada. ou a raiva, ou o medo. até a fundura onde cais se te atreves a pronunciá-la. então talvez seja melhor esconderes-te na surdez dos nomes e caminhares na viagem onde todos os nomes são incógnitas personagens. e na armadilha que um dia despoletas só os outros descobrem que te foste. nem tu deste conta de nada. de ti ficou este rasto de cores. sem nome. que não quiseste saber.
cedo
acordaram surpresas nos teus olhos. e o espanto alvoraçado
no meu peito.
só os meus dedos nos teus falaram maravilhas.
em toques insuspeitos
éramos ainda cedo. e tardava já.
mirava-nos um céu arregalado de cores.
segunda-feira, 29 de julho de 2013
promessas
um arco iris de promessas e ninguem. o pó armazenado em catacumbas. contar-se-á a história decifrada no cinzento onde se encostou o olhar novo. inventada de nada saber. não haverá gente a quem a verdade saiba como tal por tão irreal parecer. os livros de cinzas feitos, construirão de novo o mundo antigo e as promessas serão como sempre foram. chuva que o chão come antes de matar a sede a quem a tem.
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