quarta-feira, 4 de julho de 2012

grata


porque só na morte
lembramos todos aqueles que
tanto em vida fizeram.
porque de saudades se faz a vida
todos os dias, de tanta coisa
que se deixa na pressa de tanta coisa
para fazer.

olhar para trás, devagarinho,
no silêncio
do cair das pestanas da noite,
agradecer quem somos e
quem temos connosco,
agora.
bebermos a palavra, a obra,
a visão. saciar-mo-nos da beleza
que se constrói em cada um de nós.
e de tantos que são especiais.

grata por tanta gente que viveu
no meu tempo. e do meu tempo.
saboreá-los melhor,
para lhes colher maiores lembranças
e almofadar as saudades.
porque sempre as terei.
de todos.
e a gratidão. e a honra
de ser também dum tempo assim,
bordada
de gente maior!

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