terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

saber-te

saber-te
rascunho em tela
ao pó
e verso rasgado no poema
calado
aquieta-me as vozes
que guardo para ti.

fazem-se paisagem onde nunca vi
as terras
que falam os livros
estranhas línguas
que não tenho.

ouço tanta gente e da tua boca
sonho só
o traço
com que a pintarei.
na ponta dos dedos,

com travo a mel.

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