sábado, 1 de outubro de 2011

Todos os dias

Todos os dias são dias de sol.

A noite deita-se na  cama de estrelas de países alheios. Leva na mão a lua para a alumiar.
Cantam os grilos aqui em baixo e os rapazes de calça arregaçada fazem rios em despique para os buracos da terra onde eles se escondem. Rios quentes das entranhas, que molham os pés e deixam o fedor inebriar os ânimos e fazê-los entrar em correrias abandonando grilos e abraçar manhãs.

Nas ruelas, a roupa estendida, esconde-os e atrapalha-os. Há cheiro a sabão azul no ar. Oh João! ah rapaz endiabrado, por onde andaste, magano? Tanta lida para fazer...

Vidas torcidas aquelas que os dias de sol não aquentam.

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