Pergunta-se inquieta ao desenrolar-se do abraço que ainda agora fora conforto.
Como pode ser inquietude o depois da calmaria?
Porque não deixarmo-nos vaguear nas águas calmas e limpidas sem sonhar tormentas?
Ou será que a felicidade está tão sómente na capacidade de fecharmos os olhos e os sentidos ao que está para vir e focarmo-nos afinal no que temos agora.?
Não será mais justo assim? Mais verdadeiro e real?
E não, não pode ser mau. Só pode ser bom o que nos faz feliz.
Seja em que momento for.
Porque somos o que somos pelo conjunto dos momentos que vivemos, com quem vivemos. Nunca independentemente deles. Então se somos ou estamos felizes também os outros o estão. Os outros que estão connosco. Verdadeiramente connosco.
É assim que sabemos de quem somos e a quem pertencemos. Nos momentos de felicidade.
Retorna ao abraço e fá-lo mais apertado. Quase o acorda. Acomodam-se os dois.
Não, não pode ser mau tudo o que nos faz felizes.